Abertura de pontos pós-cirurgia plástica: o que fazer?

 Perceber que os pontos de uma cirurgia plástica abriram pode causar muita preocupação. Essa intercorrência é chamada de deiscência de sutura e acontece quando as bordas da incisão cirúrgica se afastam durante o processo de cicatrização.

A abertura pode ser pequena e superficial ou atingir camadas mais profundas. Por isso, mesmo quando parecer discreta, precisa ser comunicada ao cirurgião responsável para que seja avaliada corretamente.

Como identificar a abertura dos pontos?

O sinal mais evidente é o afastamento das bordas da incisão. Outros sinais que merecem atenção são:

  • rompimento ou soltura dos pontos;
  • sangramento;
  • saída de secreção;
  • aumento da dor;
  • vermelhidão, calor ou inchaço;
  • mau cheiro ou presença de pus;
  • aumento da profundidade da ferida;
  • febre ou mal-estar.

Nem toda pequena abertura representa uma emergência, mas somente o cirurgião poderá avaliar sua extensão e indicar a conduta adequada.

Os pontos abriram. O que fazer?

 O primeiro passo é entrar em contato com o cirurgião ou com a equipe responsável pelo pós-operatório. Se possível, envie uma fotografia do local e siga as orientações recebidas.

Até que a ferida seja avaliada:

  1. Não tente fechar os pontos em casa.
  2. Não aplique pomadas, antissépticos ou medicamentos sem orientação.
  3. Evite tocar ou manipular o local.
  4. Proteja a região com uma gaze limpa, caso tenha recebido orientação para isso.
  5. Suspenda esforços físicos e movimentos que provoquem tensão sobre a incisão.

Procure atendimento de urgência se houver abertura extensa ou profunda, exposição de tecidos, sangramento persistente, febre, secreção com mau cheiro, dor intensa ou piora rápida do estado geral.

Por que os pontos podem abrir?

A deiscência pode estar relacionada a diferentes fatores, como:

  • esforço físico antes da liberação médica;
  • pressão ou tensão excessiva sobre a cicatriz;
  • tosse, espirros ou vômitos frequentes;
  • infecção na ferida;
  • seroma ou acúmulo de líquido;
  • tabagismo;
  • diabetes descontrolado;
  • obesidade;
  • alterações na circulação;
  • uso prolongado de determinados medicamentos;
  • dificuldades individuais de cicatrização.

O risco também pode variar conforme o tipo, a localização e a extensão da cirurgia realizada.

Como é feito o tratamento?

 O tratamento dependerá do tamanho e da profundidade da abertura, da região operada e da presença ou não de infecção.

O cirurgião poderá indicar curativos específicos, limpeza da ferida, medicamentos, acompanhamento mais frequente ou um novo procedimento para fechamento.

Em determinados casos, a ferida pode permanecer aberta para cicatrizar gradualmente, de dentro para fora. Essa pode ser uma conduta médica planejada para proporcionar uma recuperação mais segura.

Como reduzir o risco de abertura dos pontos?

 Embora nem todos os casos possam ser evitados, alguns cuidados ajudam a diminuir os riscos:

  • seguir corretamente as orientações pós-operatórias;
  • respeitar o período de repouso;
  • não carregar peso;
  • não retomar exercícios antes da liberação;
  • utilizar cintas ou outros acessórios conforme a prescrição;
  • manter os curativos de acordo com as orientações recebidas;
  • não fumar;
  • cuidar da alimentação e da hidratação;
  • comparecer às consultas de acompanhamento;
  • informar rapidamente qualquer alteração na incisão.

Cada cirurgia exige cuidados específicos. Por isso, as recomendações do cirurgião devem ser seguidas durante todo o período de recuperação.

Proteção financeira também faz parte do planejamento cirúrgico

Uma intercorrência pode exigir novos exames, medicamentos, curativos, atendimento hospitalar ou até outro procedimento, gerando despesas que não estavam previstas.

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Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Em caso de abertura dos pontos, procure o cirurgião responsável.