Anemia pós-cirúrgica: quando ela merece atenção?

Cansaço e indisposição podem fazer parte da recuperação. Porém, quando surgem fraqueza intensa, tontura, palidez, falta de ar ou palpitações, é necessário investigar uma possível anemia pós-cirúrgica.

A ocorrência varia conforme o tipo e o porte do procedimento, a perda de sangue e as condições prévias do paciente. Em cirurgias de grande porte, a anemia pós-operatória pode afetar até 80% dos pacientes. Alguns estudos apontam índices de aproximadamente 50% após cirurgias eletivas de quadril ou joelho e de até 90% em determinados procedimentos ginecológicos.

Por que a anemia pode acontecer depois da cirurgia?

As principais causas são a perda de sangue durante ou após o procedimento, a anemia já existente antes da operação e a inflamação provocada pela cirurgia, que pode dificultar temporariamente a produção de novos glóbulos vermelhos.

Um sinal claro é quando o paciente apresenta cansaço acima do esperado ou palidez, tontura, coração acelerado, falta de ar ou dificuldade para realizar atividades simples.

Sangramento intenso, desmaio, dor no peito, falta de ar em repouso ou piora súbita exigem atendimento médico imediato.

O que pode acontecer se a anemia não for tratada?

Quando não é identificada e tratada de acordo com sua causa, a anemia pode prolongar a fraqueza, reduzir a tolerância ao esforço, dificultar a fisioterapia e atrasar o restabelecimento. Nos casos mais importantes, também pode aumentar a possibilidade de transfusão e estar associada a piores resultados clínicos, principalmente em pacientes com outras doenças.

O tratamento dependerá da avaliação médica e poderá envolver acompanhamento, reposição de ferro, transfusão ou controle de um possível sangramento.

Uma intercorrência pode gerar custos inesperados

Exames adicionais, medicamentos, transfusões, internações ou novos procedimentos podem gerar despesas que não estavam previstas no planejamento da cirurgia. Por isso, a proteção financeira deve ser contratada antes do procedimento.

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