Principais cirurgias plásticas realizadas no Brasil e seus riscos

O Brasil ocupa uma posição de destaque mundial quando o assunto é cirurgia plástica. A variedade de procedimentos realizados no país acompanha tanto a busca por mudanças estéticas quanto a evolução das técnicas, da qualificação profissional e das estruturas voltadas ao cuidado cirúrgico.

Entre as principais cirurgias plásticas, alguns procedimentos se destacam pelo grande número de realizações no país. Cada um possui objetivos, indicações, características de recuperação e riscos específicos, que precisam ser considerados desde o planejamento.

Conhecer melhor essas cirurgias ajuda o paciente a tomar decisões mais conscientes, esclarecer dúvidas com o cirurgião e compreender que, mesmo em procedimentos amplamente realizados, podem surgir intercorrências que exijam cuidados adicionais.

Por isso, além de entender o resultado esperado, é importante saber quais são as características de cada cirurgia, seus principais riscos e como se preparar para uma jornada cirúrgica mais segura e protegida. Confira a seguir.

PRINCIPAIS CIRURGIAS PLÁSTICAS. QUAIS SÃO AS 5 NO BRASIL?

De acordo com a Global Survey 2025 da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), o Brasil realizou mais de 2,36 milhões de procedimentos cirúrgicos estéticos em 2025 e ocupou a primeira posição mundial em número estimado de cirurgias realizadas por cirurgiões plásticos. ISAPS

Entre as cirurgias mais realizadas no país estão:

Cirurgia

                  Quantidade de procedimentos no Brasil em 2025

Lipoaspiração 256.632
Blefaroplastia 244.937
Aumento mamário 222.847
Mastopexia 219.599
Abdominoplastia 153.329

Os números são estimativas da pesquisa internacional da ISAPS e mostram a relevância desses procedimentos no cenário brasileiro. Juntas, essas cinco cirurgias representam uma parcela muito expressiva da atividade cirúrgica estética no país. ISAPS

Popularidade, porém, não significa ausência de riscos. A indicação de qualquer cirurgia deve considerar as características individuais do paciente, seu estado de saúde, expectativas e o planejamento realizado pelo cirurgião.

A seguir, conheça as principais cirurgias plásticas realizadas no Brasil, seus objetivos, riscos e algumas das possíveis intercorrências associadas a cada procedimento.

  1. LIPOASPIRAÇÃO: A CIRURGIA PLÁSTICA MAIS REALIZADA NO BRASIL

A lipoaspiração aparece na primeira posição do ranking brasileiro, com 256.632 procedimentos estimados em 2025.

Seu objetivo é retirar depósitos de gordura localizada e melhorar o contorno corporal. Pode ser realizada em diferentes regiões, como abdômen, cintura, flancos, costas, braços, coxas e quadris, de acordo com as características do paciente e o planejamento do cirurgião.

É importante compreender que a lipoaspiração não é um método de emagrecimento. O procedimento busca remodelar áreas específicas e sua indicação deve considerar fatores como peso, distribuição de gordura, qualidade da pele, condições clínicas e expectativas do paciente.

A extensão da área tratada e o volume aspirado também fazem parte desse planejamento. Em determinados casos, a lipoaspiração pode ser realizada isoladamente. Em outros, pode ser associada à abdominoplastia, mamoplastias ou outros procedimentos de contorno corporal.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS RISCOS E INTERCORRÊNCIAS DA LIPOASPIRAÇÃO?

Entre as possíveis intercorrências estão:

  • seroma;
  • hematoma;
  • infecção;
  • irregularidades no contorno corporal;
  • assimetrias;
  • alterações de sensibilidade;
  • edema persistente;
  • alterações na cicatrização;
  • trombose venosa profunda;
  • complicações pulmonares;
  • necessidade de procedimentos adicionais ou de revisão.

Quanto maior a extensão da cirurgia ou o número de procedimentos associados, mais importante se torna a avaliação individualizada.

Seguir corretamente as orientações sobre movimentação, uso de cintas quando indicadas, medicamentos, consultas de retorno e retomada das atividades também faz parte do cuidado no pós-operatório.

  1. BLEFAROPLASTIA: CIRURGIA PLÁSTICA DAS PÁLPEBRAS

A blefaroplastia ocupa a segunda posição entre as principais cirurgias plásticas no Brasil, com 244.937 procedimentos estimados em 2025.

A cirurgia pode ser realizada nas pálpebras superiores, inferiores ou em ambas, dependendo das necessidades do paciente. O objetivo pode incluir a retirada ou o reposicionamento de excesso de pele e gordura e o tratamento de bolsas palpebrais.

Em determinados pacientes, o excesso de pele das pálpebras superiores pode ultrapassar a questão estética e interferir inclusive no campo visual.

Como a região dos olhos apresenta características anatômicas delicadas, o planejamento precisa considerar não apenas o resultado estético, mas também a função das pálpebras e a saúde ocular.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS RISCOS E INTERCORRÊNCIAS DA BLEFAROPLASTIA?

Entre as possíveis intercorrências estão:

  • hematoma;
  • edema;
  • infecção;
  • assimetria;
  • irritação ou ressecamento ocular;
  • alterações temporárias da sensibilidade;
  • dificuldade para fechar completamente os olhos;
  • alterações no posicionamento das pálpebras;
  • cicatrização desfavorável;
  • necessidade de procedimentos complementares.

Inchaço e manchas arroxeadas podem fazer parte do período inicial de recuperação e não representam, necessariamente, uma intercorrência.

Por isso, antes da cirurgia, a equipe responsável deve orientar o paciente sobre quais alterações são esperadas e quais sinais precisam ser comunicados o quanto antes.

 

  1. AUMENTO MAMÁRIO COM IMPLANTES

O aumento mamário está na terceira posição, com 222.847 procedimentos estimados no Brasil em 2025.

A cirurgia pode ser indicada para aumentar o volume das mamas, melhorar proporções, corrigir determinadas assimetrias ou recuperar parte do volume perdido após gestação, emagrecimento ou alterações naturais dos tecidos ao longo do tempo.

O planejamento não envolve apenas a escolha do tamanho da prótese.

Formato, projeção, características do tórax, quantidade de tecido mamário, qualidade da pele, posição do implante e técnica cirúrgica também precisam ser considerados.

Essas decisões devem ser individualizadas, porque um mesmo tipo ou tamanho de prótese pode apresentar resultados diferentes dependendo da anatomia de cada paciente.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS RISCOS E INTERCORRÊNCIAS DO IMPLANTE MAMÁRIO?

Entre as intercorrências possíveis estão:

  • hematoma;
  • seroma;
  • infecção;
  • alterações da sensibilidade das mamas ou dos mamilos;
  • assimetrias;
  • cicatrização desfavorável;
  • deslocamento ou alteração da posição do implante;
  • ruptura;
  • contratura capsular;
  • necessidade de nova cirurgia.

A contratura capsular acontece quando a cápsula de tecido formada naturalmente pelo organismo ao redor do implante se torna mais endurecida, podendo alterar a consistência ou o formato da mama e, em alguns casos, provocar desconforto.

Também é importante compreender que a necessidade de acompanhamento não termina após a recuperação inicial.

Pacientes com próteses mamárias devem seguir as orientações médicas de acompanhamento ao longo do tempo e realizar as avaliações indicadas pela equipe responsável.

  1. MASTOPEXIA: REPOSICIONAMENTO DAS MAMAS

A mastopexia, também conhecida como lifting mamário, aparece na quarta posição, com 219.599 procedimentos estimados no Brasil em 2025.

O objetivo principal é reposicionar os tecidos mamários e tratar a flacidez. Dependendo das características da paciente e do resultado planejado, o procedimento pode ser realizado com ou sem implantes.

É importante diferenciar a mastopexia da mamoplastia redutora.

Na redução mamária, um dos objetivos é diminuir o volume e o peso das mamas. Na mastopexia, o foco principal está no reposicionamento dos tecidos e no tratamento da flacidez, embora determinadas técnicas possam compartilhar etapas.

Alterações de peso, gestação, amamentação, envelhecimento e características individuais da pele podem influenciar tanto a aparência das mamas quanto o planejamento da cirurgia.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS RISCOS E INTERCORRÊNCIAS DA MASTOPEXIA?

Entre as possíveis intercorrências estão:

  • hematoma;
  • seroma;
  • infecção;
  • abertura parcial da incisão;
  • atraso na cicatrização;
  • cicatrizes desfavoráveis;
  • assimetria;
  • alterações de sensibilidade;
  • alterações na posição ou formato das mamas;
  • sofrimento ou perda parcial de tecidos;
  • alterações relacionadas ao mamilo ou à aréola;
  • necessidade de revisão cirúrgica.

Quando a mastopexia é realizada com implante, também precisam ser considerados os riscos específicos relacionados à prótese.

Por isso, seguir rigorosamente as orientações da equipe responsável, respeitar as limitações durante a recuperação e comparecer às consultas de retorno são cuidados importantes no pós-operatório.

  1. ABDOMINOPLASTIA

A abdominoplastia completa o grupo das cinco principais cirurgias plásticas realizadas no Brasil, com 153.329 procedimentos estimados em 2025.

O procedimento é indicado principalmente para tratar excesso de pele e flacidez abdominal.

Dependendo da avaliação, também pode incluir a correção da diástase dos músculos retos abdominais, situação que pode ocorrer, por exemplo, após gestações ou grandes alterações de peso.

A abdominoplastia não deve ser confundida com lipoaspiração.

Enquanto a lipoaspiração atua principalmente sobre depósitos de gordura localizada, a abdominoplastia trabalha sobretudo o excesso de pele, a flacidez e determinadas alterações da parede abdominal.

Em pacientes selecionados, os dois procedimentos podem ser associados.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS RISCOS E INTERCORRÊNCIAS DA ABDOMINOPLASTIA?

O seroma está entre as intercorrências conhecidas no pós-operatório da abdominoplastia. Ele corresponde ao acúmulo de líquido sob a pele e, dependendo do volume e da evolução, pode exigir acompanhamento, punções ou drenagem.

Também podem ocorrer:

  • hematoma;
  • infecção;
  • abertura da ferida cirúrgica;
  • atraso na cicatrização;
  • alterações de sensibilidade;
  • assimetrias;
  • irregularidades no contorno;
  • problemas relacionados à cicatrização do umbigo;
  • cicatrizes desfavoráveis;
  • necrose de tecidos;
  • trombose venosa profunda;
  • embolia pulmonar;
  • necessidade de nova intervenção.

A presença desses riscos não significa que eles acontecerão. Significa que fazem parte das possibilidades que precisam ser avaliadas e discutidas antes do procedimento.

CIRURGIAS COMBINADAS EXIGEM UM PLANEJAMENTO AINDA MAIS INDIVIDUALIZADO

Abdominoplastia associada à lipoaspiração, mastopexia com implante e combinações de cirurgias mamárias com procedimentos de contorno corporal são alguns exemplos de associações que podem ser indicadas para determinados pacientes.

A possibilidade de realizar mais de uma cirurgia no mesmo ato deve ser avaliada pelo cirurgião levando em consideração o estado geral de saúde, a extensão das áreas operadas, duração prevista do procedimento, recuperação e fatores individuais de risco.

Realizar diferentes procedimentos de uma vez pode apresentar vantagens em situações bem indicadas, mas não deve ser encarado simplesmente como uma maneira de aproveitar uma única anestesia ou diminuir o número de internações.

A prioridade deve continuar sendo a segurança do paciente.

INTERCORRÊNCIA CIRÚRGICA É A MESMA COISA QUE ERRO MÉDICO?

Não.

Uma intercorrência cirúrgica não significa necessariamente que houve erro médico.

Toda cirurgia envolve respostas biológicas individuais. Mesmo quando o procedimento é corretamente indicado, planejado e realizado por uma equipe qualificada, podem surgir situações que exijam novos cuidados durante ou após a cirurgia.

Seroma, hematoma, alterações na cicatrização, infecção e outras complicações podem estar entre os riscos conhecidos de determinados procedimentos.

O importante é que o paciente conheça os principais riscos antes da cirurgia, receba orientações claras sobre a recuperação e saiba quem procurar caso perceba alguma alteração.

A segurança não termina quando o paciente deixa o centro cirúrgico. Ela continua durante todo o período de recuperação.

COMO REALIZAR AS PRINCIPAIS CIRURGIAS PLÁSTICAS COM MAIS SEGURANÇA?

Cirurgias estéticas envolvem riscos reais. A ISAPS destaca que a segurança deve ser prioridade e recomenda que pacientes procurem cirurgiões plásticos especializados, devidamente qualificados e experientes no procedimento.

Antes da cirurgia, é importante:

  • Escolher um cirurgião plástico devidamente habilitado e experiente no procedimento;
  • Realizar a avaliação médica e os exames pré-operatórios solicitados;
  • Informar doenças, alergias, medicamentos, vitaminas e suplementos utilizados;
  • Confirmar com a equipe quais medicamentos ou suplementos devem ser mantidos ou suspensos;
  • Seguir as orientações sobre jejum, cigarro, bebidas alcoólicas e outros hábitos;
  • Esclarecer todas as dúvidas sobre o procedimento e a recuperação;
  • Verificar a estrutura da clínica ou hospital onde a cirurgia será realizada;
  • Organizar acompanhante e transporte;
  • Preparar a rotina e a casa para os primeiros dias do pós-operatório;
  • Comparecer às consultas de retorno;
  • Procurar a equipe responsável o quanto antes diante de qualquer alteração que gere dúvida ou preocupação;
  • Incluir a proteção financeira para possíveis intercorrências no planejamento da cirurgia.

Não existe uma preparação igual para todos os pacientes. As orientações do cirurgião, do anestesiologista e da equipe responsável pelo procedimento devem sempre ser seguidas de acordo com cada caso.

INTERCORRÊNCIAS PODEM GERAR CUSTOS NÃO PREVISTOS

Quando uma intercorrência exige cuidados adicionais, o impacto pode ir além da preocupação com a saúde.

Podem surgir despesas com consultas extras, exames, medicamentos, internação, anestesia, honorários médicos, procedimentos adicionais ou até uma nova cirurgia.

Esses custos normalmente não fazem parte do orçamento inicial do procedimento.

Quando uma pessoa planeja uma cirurgia plástica, geralmente considera os honorários médicos, hospital, anestesia, materiais e despesas esperadas para o pós-operatório. Mas é importante pensar também no que pode acontecer caso seja necessário algum cuidado adicional durante a recuperação.

Por isso, além da preparação clínica, emocional e prática, a proteção financeira pode fazer parte de uma jornada cirúrgica mais completa.

CIRURGIA SEGURA: PROTEÇÃO FINANCEIRA DE ATÉ R$ 200 MIL

O Cirurgia Segura oferece proteção financeira de até R$ 200.000,00 para despesas médico-hospitalares decorrentes de intercorrências cirúrgicas protegidas, conforme as condições da contratação.

Essa proteção traz mais previsibilidade caso uma situação inesperada exija novos cuidados durante a recuperação e ajuda a reduzir o impacto financeiro que uma intercorrência pode gerar.

Para médicos, clínicas e hospitais, contar com essa proteção também contribui para uma jornada mais organizada e tranquila, permitindo que o foco permaneça no atendimento e na condução clínica do paciente.

A contratação deve ser realizada antes da cirurgia.

Assim, ao planejar uma cirurgia plástica, além de escolher o profissional, realizar exames, entender o procedimento e organizar a recuperação, o paciente deve incluir também a proteção financeira entre os cuidados da sua jornada.

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Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação nem as orientações individualizadas do médico ou da equipe responsável pelo procedimento.