Seroma: o que é, sintomas, tratamento e prevenção após a cirurgia

O seroma é uma intercorrência relativamente comum no pós-operatório e acontece quando há acúmulo de líquido sob a pele, geralmente próximo à região operada ou à cicatriz.

Esse líquido normalmente tem aspecto claro ou amarelado e não deve ser confundido com pus. Sua formação pode ocorrer como consequência da resposta inflamatória natural do organismo e da manipulação dos tecidos durante a cirurgia.

Embora muitos casos sejam simples e possam evoluir bem apenas com acompanhamento, o seroma precisa ser avaliado pelo cirurgião. Dependendo do volume, da localização e dos sintomas, pode ser necessário realizar punções, drenagem ou outros cuidados.

Ele é observado com maior frequência em procedimentos que envolvem maior descolamento de tecidos, como abdominoplastia, lipoaspiração, mamoplastias e cirurgias de contorno corporal.

Seroma em cirurgia plástica: o que é, sintomas e tratamento

Por que o seroma pode acontecer?

Durante determinados procedimentos cirúrgicos, ocorre separação e movimentação de camadas de pele, gordura e outros tecidos. Esse processo pode criar espaços internos, conhecidos como “espaços mortos”, nos quais líquidos produzidos pelo próprio organismo podem se acumular durante a cicatrização.

Por isso, o seroma pode estar associado a cirurgias como:

Outros fatores também podem contribuir, como extensão da cirurgia, movimentação excessiva no pós-operatório, dificuldade de aderência dos tecidos durante a cicatrização, resposta inflamatória individual, retirada precoce de drenos ou uso inadequado de cintas e curativos compressivos quando estes forem indicados.

É importante lembrar que o surgimento de um seroma não significa erro médico. Essa intercorrência pode acontecer mesmo quando a cirurgia foi corretamente indicada, planejada e realizada com melhor técnica médica. Clique no link a seguir e entenda melhor a diferença entre intercorrência cirúrgica e erro médico.

Quais são os sintomas?

O paciente pode perceber alterações na região operada alguns dias depois da cirurgia. Entre os sinais mais comuns estão:

  • aumento localizado de volume;
  • inchaço;
  • sensação de líquido acumulado ou se movimentando;
  • flutuação ou ondulação ao toque;
  • sensação de área “estufada”;
  • desconforto;
  • dor leve ou moderada;
  • tensão na pele;
  • saída de líquido claro ou amarelado pela cicatriz.

A intensidade varia de acordo com a quantidade de líquido e o procedimento realizado.

Já sinais como febre, vermelhidão intensa, piora importante da dor, secreção com mau cheiro ou aspecto purulento precisam de avaliação médica rápida, pois podem indicar infecção ou outra complicação associada.

Como é feito o tratamento?

O tratamento depende principalmente do tamanho do seroma, dos sintomas, da evolução e da avaliação do cirurgião. Seromas pequenos e sem sintomas importantes podem ser reabsorvidos naturalmente pelo organismo e necessitar apenas de observação e acompanhamento.

Quando há maior acúmulo de líquido ou desconforto, o médico pode indicar uma punção, realizada com agulha e seringa para retirada do conteúdo.

Em outros casos, podem ser necessários:

  • novas punções;
  • colocação ou manutenção de dreno;
  • curativos compressivos;
  • cinta pós-cirúrgica, quando indicada;
  • acompanhamento mais frequente;
  • exames para avaliar a extensão do acúmulo.

Quando o seroma se torna persistente, recorrente ou encapsulado, a conduta pode ser diferente e eventualmente exigir tratamento mais complexo.

Um cuidado é fundamental: o paciente nunca deve tentar furar, apertar ou drenar um seroma por conta própria. Qualquer suspeita deve ser comunicada ao cirurgião responsável.

É possível prevenir o seroma?

Nem sempre é possível impedir completamente sua formação, mas algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco.

Do ponto de vista cirúrgico, técnicas que diminuem espaços vazios entre os tecidos, fechamento adequado, utilização criteriosa de drenos e acompanhamento do pós-operatório fazem parte das estratégias utilizadas pelos médicos.

Já o paciente deve seguir rigorosamente as orientações recebidas, especialmente em relação a:

  • repouso e restrições de movimento;
  • retorno às atividades físicas;
  • cuidados com a cicatriz;
  • uso de cintas ou curativos compressivos quando recomendados;
  • manutenção dos drenos pelo período indicado;
  • comparecimento às consultas de retorno;
  • alimentação e hidratação adequadas;
  • observação de qualquer alteração na área operada.

Cada cirurgia tem necessidades próprias, portanto as recomendações do cirurgião devem prevalecer sobre orientações genéricas.

Seroma pode gerar despesas extras?

Sim. Um seroma que necessita de punções, consultas adicionais, exames, drenagem, curativos especiais, utilização de centro cirúrgico ou outros procedimentos pode gerar custos extras no pós-operatório que não estavam incluídos no orçamento original.

Segundo dados fornecidos pelo Cirurgia Segura, o valor médio já pago ou reembolsado em casos de seroma foi de R$ 1.605,00. O maior valor já reembolsado para despesas médico-hospitalares relacionadas a essa intercorrência chegou a R$ 13.605,00, em um caso após abdominoplastia.

Esses números ajudam a mostrar por que o planejamento financeiro da cirurgia não deve considerar apenas o procedimento inicialmente contratado. Algumas intercorrências podem exigir cuidados extras que aumentam os custos durante a recuperação.

Cirurgia Segura: proteção financeira para intercorrências

O Cirurgia Segura oferece proteção financeira de até R$ 200.000,00 para cobrir despesas médico-hospitalares decorrentes de intercorrências cirúrgicas previstas nas condições contratadas.

Essa proteção pode ajudar a cobrir custos adicionais necessários ao atendimento e à recuperação do paciente, trazendo mais previsibilidade financeira em uma situação que não estava planejada.

Para o médico, a proteção também contribui para uma relação mais tranquila com o paciente, permitindo que o foco permaneça no cuidado e na condução clínica da intercorrência.

E tudo isso sem custo para o cirurgião.

Cirurgia segura não significa apenas realizar um procedimento bem planejado. Significa também pensar no acompanhamento, na recuperação e na proteção caso algo inesperado aconteça.

Vai realizar uma cirurgia? Converse com seu médico sobre a proteção do Cirurgia Segura.

Proteção financeira de até R$ 200 mil para intercorrências cirúrgicas.

Central 24 horas: 0800 61 3333
Acesse: www.cirurgiasegura.com

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação e as orientações do médico responsável.